Nos meses de janeiro e fevereiro multiplicou o número de encontros nacionais das diferentes categorias públicas, com o objetivo de formar a estratégia da CUT (Central Única dos Trabalhadores) contra o processo de privatização anunciada pelo presidente eleito Fernando Collor de Mello. Além de montar uma estratégia de resistência às privatizações, os encontros visaram também influenciar na formulação das políticas públicas do próximo governo. A entidade sindical diz não aceitar a privatização das empresas consideradas patrimônio público. Os telefônicos, assim como os bancários do Banco do Brasil, os eletricitários do Sistema ELETROBRÁS, os petroleiros da PETROBRÁS e os metalúrgicos do Grupo SIDERBRÁS, já realizaram um primeiro encontro nacional em janeiro e vão voltar a se reunir antes da posse do presidente eleito. "Precisamos definir a estratégia da CUT para enfrentar o projeto de privatização de Collor", informa o sindicalista Célio Cruz, da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Comunicações (FITTEL), adiantando que a central não quer ser apanhada de surpresa, mas, se puder, quer fazer uma "surpresinha" ao novo presidente, caso ele resolva ir contra os interesses dos servidores públicos (JB).