A proposta dos EUA para redução tarifária na área de informática, que será objeto de discussão na Rodada Uruguai do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio), na prática inviabiliza a existência de produtores locais de bens deste setor, sejam empresas nacionais ou estrangeiras. Isto porque a idéia é a de que as alíquotas de importação para computadores e periféricos seja fixada em 5% e os insumos básicos, 25%, estabelecendo ainda que este percentual seja utilizado como limite máximo para taxação. Além disso, pleiteiam os norte-americanos que sejam eliminadas as restrições de importação estabelecidas pela Lei de Informática. Documento encaminhado pela ABICOMP (Associação Brasileira da Indústria de Computadores e Periféricos) ao Itamaraty alerta que, tecnicamente, a proposta de redução tarifária, caso aceita, implicaria "uma alteração de preços relativos, provocando aumento dos custos de produção da indústria nacional, que seria impedida de competir com os produtos importados, comprometendo gravemente a viabilidade econômico-financeira das empresas" (JB).