De acordo com as estimativas do geólogo Édison Susczynski, ex-diretor da CPRM (Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais), o patrimônio mineral real conhecido só da região amazônica supera os US$2,5 trilhões. Este dado será divulgado por ele no livro "Economia e Comércio Mineral do Brasil", editado pela Interciência, e justifica o grande interesse que grupos econômicos japoneses e de outras partes do mundo têm na exploração mineral da região. O geólogo informou que em 1988 acompanhou as negocições entre um grupo alemão/suíço interessado na compra de ouro brasileiro por meio de certificados ouro (títulos lastreados em ouro que poderiam ser lançados pelo Banco Central). Em troca, o Brasil receberia dinheiro novo, a ser liberado mediante cronograma que previa, em média, até US$200 milhões por mês, no prazo de um ano. O negócio acabou não sendo concretizado, embora o Banco Central tenha recebido um comunicado do BIS (Banco Internacional de Desconto) atestando que o grupo estrangeiro tinha condições financeiras de realizá-lo (O Globo).