Onze sindicatos de trabalhadores marítimos decidiram ontem, em assembléia, no Rio de Janeiro, deflagrar greve nacional a partir do próximo dia 12, por tempo indeterminado, com a paralisação da frota mercante brasileira no país e no exterior. Eles estão em campanha salarial com data-base em 1o. de fevereiro. O movimento não atingirá os navios da Frota Nacional de Petroleiros (FRONAPE), da PETROBRÁS, pois a estatal fechou acordo com seus marítimos, dando reajustes que vão de 139% a 153% sobre o salário base de janeiro, o que servirá para não agravar a crise de abastecimento de combustível. Segundo o Comando Nacional de Mobilização dos marítimos, formado por dirigentes dos 11 sindicatos, a greve da categoria deverá atingir os navios dos armadores privados e das duas estatais: Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro e Docenave, da Vale do Rio Doce, além das empresas de apoio, que prestam serviços às plataformas da PETROBRÁS. Os marítimos que decretaram a greve reivindicam isonomia salarial com os marítimos da PETROBRÁS, que implica em um reajuste máximo de 292%-- equivalente a 55% de equiparação, mais os 153% de reajuste sobre o salário base (O Globo).