O PROJETO JAPONÊS DE MINERAÇÃO NA AMAZÔNIA

O projeto de mineração na região amazônica, idealizado por empreendedores japoneses, está dividido em quatro etapas. As três primeiras referem-se à entrada dos grupos japoneses na atividade de mineração na região e a última, e mais importante, envolve conversão da dívida externa brasileira, através de um fundo formado por recursos japoneses. O fundo, que está sendo chamado pelo economista Akio Miyake (consultor do grupo Mitsubishi) de "Fundo Collor", seria formado basicamente por recursos captados no mercado de capitais do Japão. O objetivo seria reunir US$46,5 bilhões, suficientes para que os japoneses assumissem todos os empréstimos concedidos pelos EUA, Europa e países árabes ao Brasil. Os japoneses comprariam a dívida com deságio (desconto) de 70%. A principal etapa prevê a montagem de seis centrais de beneficiamento e tratamento do ouro-- um investimento de cerca de US$15 milhões, cada uma. A segunda fase seria a formação do "Fundo Collor", que canalizaria recursos a serem investidos por uma "joint-venture" de capital minoritário japonês. Os japoneses não podem ter capital majoritário porque a Constituição proibe às empresas estrangeiras participar de atividades mineradoras. O patrimônio líquido da "joint-venture" seria formado pelos US$46,5 bilhões, e o restante do capital poderia ser obtido através de novos empréstimos junto ao governo japonês. A terceira etapa seria avaliação das reservas, e a quarta, a conversão (O Globo).