CREDOR JAPONÊS QUER A VOLTA DA CONVERSÃO

Para reduzir o fluxo de transferência de recursos ao exterior, o presidente do Conselho do Banco de Tokyo, Toshiro Kobayashi, sugere a volta em grande escala das operações de conversão de dívida em investimento. O mecanismo continua sendo utilizado, mas o Banco Central suspendeu a maior parte do programa de conversão, pelos leilões, devido ao seu efeito inflacionário. Segundo ele, o Brasil deve descartar por algum tempo os empréstimos de dinheiro novo. Ou seja, receber recursos dos bancos lastreados em moeda. Kobayashi diz que a conversão seria a forma do país conseguir recursos nesse período. Na sua opinião, o país poderia converter em investimentos os juros devidos aos bancos. Há mecanismos financeiros que viabilizam a idéia. A alternativa seria bem recebida pelos credores, que não teriam mais de contabilizar prejuízos com atrasos do Brasil. Os grandes credores do país já receberam sinais do presidente eleito, Fernando Collor de Mello, de que a conversão voltará com força no próximo governo (FSP).