Nove dias depois que o ex-preso político do Rio Grande do Norte, jornalista Rubens Lemos, apontou o brigadeiro Sócrates Monteiro, futuro ministro da Aeronáutica do governo Collor, como um dos interrogadores de presos políticos pernambucanos em 1973, o também ex-preso político José Arnaldo Amaral, que foi prefeito do Município de Olinda (PE) e é membro do PCB de Pernambuco, disse, ontem, no Recife, que Rubens Lemos se enganou em seu depoimento ao jornal "Diário de Natal". "Rubens deve ter feito confusão entre o brigadeiro e o coronel do Exército Antônio Curcio Neto, que, na época, era comandante do Doi-Codi em Recife". "O coronel foi um dos mais perversos torturadores; era frio e calculista e chegava a rir na nossa cara todas as vezes que nos interrogava após as sessões de tortura", disse Arnaldo. Ele acha que Rubens "confundiu-se porque Curcio Neto parece muito com o brigadeiros Sócrates Monteiro". "Os dois têm a mesma estatura e feições semelhantes", acrescentou (JB).