O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, pretende assumir os contatos com os credores externos do país e negociar diretamente a dívida externa com os bancos e organismos internacionais de crédito e não somente com os bancos japoneses. A idéia amadureceu na primeira etapa da viagem, aos EUA e Japão, por causa dos resultados, que considerou excelentes, dos contatos pessoais com banqueiros e autoridades, principalmente em Tóquio. Collor está convencido de que a questão da dívida externa não será resolvida somente com os bancos credores, mas também com contatos governamentais em nível mais alto. Por isso, pretende fazer com que os líderes mundiais com os quais tem se entrevistado na viagem influenciem favoravelmente os bancos, que são mais pragmáticos na mesa de negociações (O Globo).