JAPÃO EXIGE DE COLLOR ACORDO COM O FMI

Banqueiros e empresários japoneses disseram ontem, em Tóquio, ao presidente eleito Fernando Collor de Mello que condicionam empréstimos e investimentos no Brasil à queda da inflação e a um acordo sobre a dívida externa com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Collor mencionou uma carta que recebeu, na semana passada, em Washington (EUA), do presidente do CITIBANK, Jonh Reed, na qual-- conforme o presidente eleito-- fica clara a atitude do banqueiro em aceitar a retomada do crescimento econômico do país como condição básica na renegociação da dívida externa, a partir de março. Disse que o Brasil, no seu governo, vai fixar um percentual do PIB (Produto Interno Bruto) como "teto" para a remessa de capitais ao exterior a título de pagamento da dívida. Fernando Collor de Mello almoçou com empresários na Keidanren (federação das organizações econômicas do Japão). Na ocasião, ele acenou com a possibilidade de fabricação de carros japoneses no Brasil. Disse aos empresários ser contra a reserva de mercado no setor. Disse também da intenção de promover "um amplo programa de privatização" das empresas estatais brasileiras. E revelou que vai estabelecer regras que incluirão capitais externos, utilizando-se, entre outros, de mecanismos de
27593 conversão da dívida em investimentos (FSP) (GM) (JB).