O futuro ministro da Marinha, almirante Mário Cesar Flores, apóia a privatização de empresas estatais a ser adotada pelo governo que assumirá em março. Ele faz, contudo, uma ressalva: o programa de privatização tem de ter limites. Na sua opinião, a PETROBRÁS, por exemplo, deve ser mantida sob o controle do Estado. Em uma primeira etapa, disse, o governo pode abrir o capital e manter o controle acionário das empresas em que o Estado tem papel estratégio e pioneiro. "Mas não tem cabimento o Estado manter estatais como as siderúrgicas, que são deficitáris e as quais a livre iniciativa poderia administrar com mais sucesso", afirmou (JC).