O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, vai herdar do governo Sarney uma dívida externa de US$113 bilhões. No dia da posse, 15 de março, vence uma parcela de juros de US$1,5 bilhão. Além disso, o presidente vai encontrar um total de juros atrasados, devidos aos bancos credores privados, de US$5 bilhões. Os juros não-pagos foram usados para reforçar as reservas cambiais do país, que fecharam 89 num nível superior a US$7,2 bilhões. Para conseguir isso, o Brasil centralizou o câmbio no Banco Central, em julho, e administra as remessas de divisas para o exterior (FSP).