COLLOR PROMETE DIRIGIR A ECONOMIA

Em sua segunda entrevista coletiva, o presidente eleito Fernando Collor de Mello afastou a hipótese de nomear o professor Mário Henrique Simonsen para o Ministério da Economia, traçou o perfil do futuro ocupante do cargo e reafirmou que será ele próprio o comandante da economia no seu governo. Não vou abrir mão das minhas responsabilidades, disse. Além de pela primeira vez descrever como será o Ministério da Economia-- fusão dos atuais Ministérios da Fazenda, Planejamento e parte da Indústria e do Comércio--, o presidente eleito definiu outras linhas de seu plano de governo: dívida externa-- logo na primeira semana o novo governo apresentará aos credores nos EUA um plano de pagamento da dívida; dívida interna-- Collor reafirmou que vai estudar prazos de vencimento mais cômodos para os títulos do governo; incentivos-- o FINOR (Fundo de Investimento no Nordeste) e a SUFRAMA (Superintendência da Zona Franca de Manaus) não vão acabar. A SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) será reorganizada e subordinada diretamente ao presidente da República; integração latino-americana-- Collor anunciou que o presidente da Argentina, Carlos Menem, virá ao Brasil no dia 16 de março para assinar um documento acertando a construção de um gasoduto e de uma ponte entre os dois países (JB).