O ex-presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Luiz Eulálio Bueno Vidigal, disse ontem, em Washington (EUA), que os empresários brasileiros já se convenceram de que desta vez são eles, e não os assalariados, que deverão suportar o maior peso de uma severa política de ajuste econômico. O setor, segundo ele, já percebeu que o país passa por uma crise ortodoxa que não será resolvida através de providências heterodoxas. O ex-presidente da FIESP disse que os empresários têm seis reivindicações a fazer ao presidente eleito, Fernando Collor de Mello, que são as seguintes: uma taxa de câmbio realista, tarifas alfandegárias reais, uma boa lei anti-"dumping", direitos compensatórios, revisão dos índices de nacionalização e revisão da lei de informática (O Globo).