O programa econômico preparado pela equipe da assessora econômica Zélia Cardoso de Mello prevê o fim das aplicações financeiras ao portador, como forma de combater a sonegação de impostos. O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, já se manifestou a favor da medida, que poderá também tornar mais eficaz a cobrança de tributos sobre herança e sobre patrimônio, entre outros. Embora Collor tenha afirmado que não tomará medidas drásticas em relação à dívida interna, o mercado financeiro, que ganhou muito com os juros altos do "overnight", está convencido de que terá de devolver parte dos ganhos ao governo. Uma das alternativas em estudo é a criação de um empréstimo compulsório sobre o lucro obtido no mercado financeiro por bancos e empresas em geral (indústria e comércio) (O Globo).