COLLOR ENDOSSA IDÉIA DE ZÉLIA PARA DÍVIDA INTERNA

O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, endossou ontem, em Brasília, durante a segunda entrevista coletiva após sua eleição, a proposta da equipe de Zélia Cardoso de Mello para o tratamento da dívida interna: evitar qualquer tratamento de choque e, à medida em que houver confiança do mercado financeiro no governo, trocar os títulos da dívida atuais por outros de prazo mais longo de pagamento. Condenou, porém o aumento de impostos, uma das alternativas levadas pela equipe. Collor avaliou em NCz$7 bilhões a NCz$8 bilhões as necessidades diárias do governo para financiar sua dívida interna. "O problema da dívida interna não é seu tamanho, mas o seu perfil de curto prazo", disse Collor, que prometeu não adotar qualquer medida unilateral em relação a essa dívida. Collor descartou a possibilidade de ter como ministros pessoas que fizeram parte de governos passado (FSP).