Os bancos e instituições financeiras norte-americanas estão convencidos que o presidente eleito, Fernando Collor de Mello, não vai fazer nenhum pagamento de juros atrasados nos primeiros meses. Por outro lado, Collor dificilmente poderá contar com qualquer tipo de ajuda de emergência deles para o início do seu governo. O vice-presidente-executivo da CITICORP, controladora do CITIBANK, Thomas Jones, afirmou não esperar que o Brasil reassuma seus compromissos pelo menos até o final do primeiro trimestre. Mas a impressão de outras instituições é de que os juros e mesmo o início da renegociação formal da dívida podem demorar talvez até o final do ano. Nesse prazo, uma avaliação dos primeiros efeitos do plano de estabilização a ser implantado por Collor já poderá ser feita, decidindo o rumo das negociações (FSP).