Um estudo do hospital Gaffrée e Guinle, no Rio de Janeiro, que acompanhou mulheres infectadas pelo vírus da AIDS até o surgimento das primeiras infecções oportunistas, reforça a idéia de que é baixo ou talvez até nulo o risco de transmissão da mulher para o homem. Uma das pacientes, que por seis anos após a contaminação continuou a manter relações sexuais com o marido, não transmitiu o vírus ao parceiro. O trabalho acompanhou 17 mulheres infectadas por sangue contaminado, casadas, e que não mantinham relações extraconjugais. O período até a manifestação dos primeiros sintomas da doença variou de um a seis anos, com média de quatro anos. Nessa etapa-- durante a qual os casais desconheciam a infecção-- as relações sexuais, dos mais diferentes tipos, foram mantidas sem o uso de preservativos. "Até agora, não comprovamos sequer um caso de transmissão da mulher para o homem, informou o chefe de Clínica Médica do hospital, Carlos Alberto Morais de Sá (O Globo).