Se depender do futuro ministro da Justiça, Bernardo Cabral, o início do governo Collor de Mello não será caracterizado por uma "operação pega- ladrão", destinada a vasculhar a administração do presidente José Sarney para encontrar atos de corrupção. "Eu não vou, a partir de declarações de alguém acusando uma pessoa, abrir um inquérito policial". "Será preciso mais do que isso", afirmou Cabral. Ao ser indagado sobre a operação pega-ladrão, que tinha sido anunciada por assessores do presidente eleito, Bernardo Cabral disse que isso não é assunto do Ministério da Justiça, "é assunto da Polícia e não se trata de fazer uma caça às bruxas" (O Globo).