JUSTIÇA NEGA PRISÃO DE ROMEU TUMA

O juiz substituto da 7a. Vara da Justiça Federal de Brasília, João Baptista Coelho Aguiar, negou ontem o pedido de prisão em flagrante do diretor-geral da Polícia Federal, delegado Romeu Tuma, feito na semana passada pelo procurador da República, Eugênio Aragão. Em seu despacho, o juiz considerou que o diretor da PF está cumprindo a liminar da Justiça Federal de 20 de outubro, que determina a retirada dos garimpeiros da área de 9,4 milhões de hectares da reserva dos índios Yanomanis, em Roraima. O juiz exigiu, no entanto, que Romeu Tuma e o responsável pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio) apresentem à Justiça, em 20 dias, relatórios completos sobre a operação de retirada dos garimpeiros. A decisão do juiz ratifica o acordo firmado entre a PF e os garimpeiros. Pelo acordo, os garimpeiros poderão ocupar três áreas situadas dentro dos 9,4 milhões de hectares definidos até agora pela Justiça como reserva indígena. O juiz acatou os argumentos de Romeu Tuma de que o acordo é provisório e evitou um enfrentamento armado entre policiais e garimpeiros (O ESP) (FSP).