SIDERBRÁS QUER AÇOS PLANOS PRIVATIZADOS

Com a produção de 25 milhões de toneladas de aço bruto registrado no ano passado, indicando um crescimento de 1,5% em relação ao exercício anterior, e um faturamento de US$12 milhões, o setor siderúrgico nacional deve ser redirecionado para se sintonizar com as mudanças ocorridas no mercado internacional. A opinião é do presidente da SIDERBRÁS e do IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia), Moacélio Mendes, que defendeu ontem, no Rio de Janeiro, a privatização gradual de todas as estatais do setor. Segundo ele, a primeira fase da desestatização já foi iniciada com a privatização das usinas produtoras de aços não-planos. Agora, a SIDERBRÁS quer privatizar, também, a produção de aços planos. Dos US$1,8 bilhão de debêntures vendidas no mercado financeiro pela SIDERBRÁS, já venceram US$250 milhões de dividendos que deveriam ter sido pagos desde o início deste mês aos compradores desses papéis, mas a estatal não dispõe dos recursos para honrar seus compromissos. Segundo o presidente da empresa, a SIDERBRÁS está tentando obter o dinheiro necessário junto aos fundos do Tesouro Nacional (JC) (O ESP).