BIÓLOGO DEFENDE "IMPOSTO PESADO" NA AMAZÔNIA

O biólogo norte-americano Philip Fearnside, há 13 anos pesquisador do Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA), afirmou ontem que o plano de zoneamento ecológico-econômico da Amazônia-- que está sendo elaborado por 80 cientistas em Manaus (AM)-- só pode ser implementado com sucesso se o governo brasileiro por fim à política de incentivos fiscais e criar um imposto pesado que coiba a especulação imobiliária na região. O biólogo desenvolveu uma pesquisa que mostra que a concessão de incentivos fiscais pela SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), nos últimos 30 anos, para projetos agropecuários e extração de madeira, em áreas inadequadas, desmatou a Amazônia legal mais que todos os anos somados do início da colonização brasileira até 1960. Até 60, de acordo com as pesquisas, o desmatamento atingiu 92 mil quilômetros quadrados, enquanto que de 60 até 88 o desmatamento chegou a 460 mil quilômetros quadrados do total de florestas, cerrados e o pantanal matogrossense (FSP).