CURTO PRAZO PODERÁ TER COMPULSÓRIO

O setor financeiro, principalmente os bancos, que vêm realizando elevados lucros com a inflação, deve-se preparar para a possibilidade de que os empréstimos compulsórios, que hoje incidem apenas sobre os depósitos à vista, tenham maior abrangência. Entre as diversas medidas em estudo pela equipe da economista Zélia Cardoso de Mello está a sugestão de que o compulsório-- hoje em 80% do total dos depósitos à vista-- seja recolhido também sobre as contas remuneradas e fundos de curto prazo. Segundo fontes ligadas a Zélia, a medida serviria não somente ao propósito de aumentar a arrecadação, mas também como um incentivo às cadernetas de poupança. Isto porque o fato de que o compulsório não incide sobre os depósitos em conta remunerada nem sobre as aplicações em fundos de curto prazo contribui para a oferta de remuneração acima do garantido às cadernetas (O Globo).