O comitê assessor dos bancos credores do Brasil poderá se reunir no próximo mês, antes mesmo da posse do presidente eleito, Fernando Collor de Mello, para decidir capitalizar (acrescentar ao principal da dívida) parte dos juros do débito externo do país. Até a data da posse, 15 de março, o Brasil já estará com US$5,5 bilhões de juros em atraso. A capitalização dos juros seria provocada pela perspectiva de que o Brasil não terá dinheiro para pagá-los este ano. Na negociação, poderão participar não apenas a atual equipe de negociadores brasileiros, mas também interlocutores do futuro governo (O Globo).