O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ampliou ontem a margem de erro de seu cálculo da inflação de dezembro último ao admitir, em nota oficial assinada pelo seu presidente, Charles Curt Mueller, que, na pior das hipóteses, a superestimação da inflação terá sido de 1,58%, o que indica que o índice real seria de 51,97%, e não de 53,55% como foi anunciado. O próprio Mueller, no entanto, havia declarado anteontem, com base em nota dos técnicos do órgão, que a diferença poderia chegar, no máximo, a 0,9%, implicando a possibilidade de uma inflação real de 52,65%. O IBGE estimou preços por não dispor de informações completas, devido à greve de seus funcionários no período de 31 de outubro a 14 de novembro (O Globo).