PLANO DE COLLOR PREVÊ PRIVATIZAÇÕES DE ESTATAIS

O "choque" econômico que o presidente eleito, Fernando Collor de Mello, vai anunciar no dia de sua posse inclui um "programa de privatização radical", segundo afirmou ontem, em São Paulo, Zélia Cardoso de Mello, sua principal assessora econômica. Ela disse que "tudo que é produtivo deve ser privatizado", e citou como exemplos a COSIPA (Companhia Siderúrgica Paulista), a PETROFÉRTIL e a PETROQUISA. A lista de empresas deverá estar pronta até o próximo fim de semana, e dela apenas não constarão as companhias do estado voltadas para atividade de interesse social, como o Metrô. Zélia Cardoso de Mello informou ainda que está em estudo a criação de empréstimos compulsórios, a serem cobrados às empresas para financiar projetos de investimento em infra-estrutura de serviços, como a conclusão de usinas hidrelétricas e a realização de obras rodoviárias (O Globo).