ESTRATÉGIA DE COLLOR PARA A DÍVIDA EXTERNA

Segundo as informações, o presidente eleito, Fernando Collor de Mello, pretende descentralizar a negociação da dívida externa e entregá-la nas mãos de um diplomata de carreira. Ele pretende expor as linhas gerais da conduta de seu governo em relação ao assunto às autoridades dos países que vai visitar a partir do final do mês. Entre elas, estão o presidente dos EUA, George Bush, e os secretários de Estado, James Backer, e do Tesouro, Nicholas Brady. Nessas conversas, ele vai dizer que o Brasil não pode e não vai continuar pagando os juros da dívida na forma e na quantia que vêm sendo feitos nos últimos anos. Em Brasília, um dos assessores da equipe de Collor, o economista Carlos Moraes, garantiu que o congelamento de preços está fora dos planos do futuro governo. "Está descartado dos nossos estudos porque foi desmoralizado pelos últimos choques", justificou ele (O ESP).