A CUT (Central Única dos Trabalhadores) deve lançar ainda neste mês uma ofensiva para mudar a atual política salarial, indexando os salários ao BTN (Bônus do Tesouro Nacional) fiscal, divulgado diariamente pela Receita Federal. Com base em um estudo detalhado feito pelo economista Sérgio Goldenstein, a diretoria do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro vai apresentar hoje a proposta à CUT fluminense e depois à direção nacional da Central, que se reunirá em São Paulo ainda esta semana. O estudo mostra que mesmo com o reajuste diário os salários apresentariam uma pequena perda no final do mês. Isto por conta da defasagem de 15 dias no cálculo da inflação oficial, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), responsável pela correção diária do BTN fiscal. Esta perda aumenta nos meses em que o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), cuja coleta coincide com o mês-calendário, fica bem superior ao IPC, como ocorreu em novembro último, quando esta diferença alcançou sete pontos percentuais (JB).