O presidente eleito, Fernando Collor de Mello, está estudando a transformação do Banco Central numa instituição independente, que se negue a emitir moeda para financiar déficits do governo. Esta seria uma das medidas de um "choque" antiinflacionário a ser lançado logo nos primeiros dias de governo, que incluiria um corte drástico nos gastos públicos e o enxugamento do excesso de funcionários das empresas estatais. O economista Daniel Dantas, um dos integrantes da equipe da assessora econômica de Collor, Zélia Cardoso de Mello, apresentou ao presidente eleito uma proposta para ampliar a educação através de estímulos à iniciativa privada. Dantas propôs que o governo redirecione recursos para viabilizar um sistema informal de educação, que realmente ensine os alunos, acabando com a "fabricação de diplomas" das escolas formais. Nesse sistema, haveria menos exigências para o funcionamento de cursos, mas seu resultado final seria controlado pelo Estado, que fiscalizaria os exames (O Globo).