COLLOR ALTERA PROPOSTA SOBRE A DÍVIDA EXTERNA

A assessoria do presidente eleito, Fernando Collor de Mello, alterou a proposta sobre a dívida externa defendida durante a campanha eleitoral e também a intenção de "descentralizar" a negociação com os credores. Collor, após a posse, pretende extinguir o comitê assessor da dívida, que reúne os principais bancos credores responsáveis, nos últimos anos, pela negociação com o Brasil. Foi abandonada a idéia de tirar o aval do Tesouro Nacional sobre a dívida com bancos estrangeiros. As informações são do economista Luís Eduardo de Assis, um dos principais componentes da equipe de Zélia Cardoso de Mello, a assessora econômica de Collor. "Vamos usar o tempo a nosso favor", disse Assis, ao informar que será mantida a moratória oficiosa promovida desde julho pelo governo José Sarney. Collor continua com sua meta de reduzir à metade (US$5 bilhões) os pagamentos aos credores em 1990, negociando separadamente a dívida de cada estatal, município ou estado (FSP).