As empresas triplicaram sua rentabilidade real de janeiro a setembro de 1989 em relação a igual período do ano anterior, obtiveram excelente rendimento em suas aplicações no "over" e reduziram o endividamento. É o que demonstram os balanços das empresas abertas (com ações em Bolsas de Valores), que tiveram em 89, segundo analistas da Técnica Assessoria de Mercado de Capitais, "um ano de ouro". O lucro líquido em relação ao patrimônio líquido (capital próprio mais reservas) de uma amostra de 25 companhias passou de 4,7% no período de janeiro a setembro de 88 para 15,14% na mesma época de 89. Em geral, de acordo com os analistas, as empresas melhoraram o desempenho e puderam repassar aos preços o aumento nos custos, realizando a adaptação à conjuntura inflacionária (FSP).