A equipe de transição do presidente eleito Fernando Collor de Mello anunciou a estrutura que pretende montar no Poder Executivo. Serão três ministérios militares-- Exército, Marinha e Aeronáutica-- e nove civis: Economia, Infraestrutura, Ação Social, Trabalho e Previdência, Educação, Saúde, Agricultura e Reforma Agrária, Justiça e, finalmente, Relações Exteriores. Serão criadas oito secretarias da Presidência da República: Administração, Planejamento, Meio Ambiente, Desenvolvimento Regional, Defesa Econômica, Ciência e Tecnologia, Cultura e Esportes. Collor criará também um Conselho de Governo, dividido em seis câmaras: Economia, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Cultural, Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Assuntos Estrangeiros e Justiça. Haverá ainda um órgão de assessoramento superior composto pelo Alto Comando das Forças Armadas, Secretaria de Assessoramento da Defesa Nacional, Gabinete Civil, Gabinete Militar e Consultoria Geral da República. O novo Ministério da Infra-estrutura terá a responsabilidade de "toda a ação empresarial do estado", absorvendo portanto as estatais mais poderosas, como a PETROBRÁS, TELEBRÁS, SIDERBRÁS. O Ministério da Economia, na prática, apenas substituirá o da Fazenda, inclusive perdendo a Caixa Econômica para o Ministério da Ação Social (Correio Braziliense).