O governo Fernando Collor de Mello (PRN) definiu como uma de suas prioridades, no que toca à política externa, a integração da América Latina, com vistas à formação de um mercado comum continental, segundo revelou ontem, em Belo Horizonte (MG), o cientista político Marcos Antônio Coimbra, um dos assessores do presidente eleito. "Se não formarmos um bloco, a exemplo do que já vem sendo feito na Europa, América do Norte, Ásia e África, nossa possível integração com estes blocos será feita em condições muito desfavoráveis", avaliou ele. Coimbra deixou claro, porém, que a integração entre os países latino- americanos não incluirá as questões relativas à dívida externa. "O novo governo não pretende formar uma frente de devedores, já que as dívidas têm composição e montantes diferentes e cada economia tem suas próprias características". "Nesse setor, o governo Collor negociará independentemente e sem subserviência", afirmou o assessor do candidato eleito (JB).