O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, está disposto a renunciar ao seu cargo se constatar que se tornou um obstáculo à negociação entre o futuro governo de Fernando Collor de Mello (PRN) e a classe empresarial. Amato acha que a atual crise econômica exige despreendimento. Para ele, Collor poderá governar sem o apoio dos empresários, mas não conseguirá alcançar os objetivos definidos na sua plataforma eleitoral no prazo esperado. O presidente da FIESP não espera que o presidente eleito peça desculpas pelas acusações segundo as quais a entidade que representa não passa de um covil de retrógrados, feitas durante a campanha eleitoral. "Não considero isso necessário", declarou Amato. Para ele, o país é mais importante que os ressentimentos de parte a parte (O ESP).