FIESP CONSIDERA IMPATRIÓTICO "GOVERNO PARALELO" DO PT

O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, disse ontem que "a idéia de um governo paralelo é impatriótica e inteiramente incompatível com o regime democrático, que assenta suas bases em instituições sólidas e permanentes". Amato se refere à proposta do candidato derrotado do PT, Luís Inácio da Silva, de organizar um "governo paralelo" para fiscalizar a administração de Fernando Collor de Mello (PRN). Para Mário Amato, os vencidos devem ser chamados a colaborar com o novo governo, pois sua oposição sistemática, aliada ao incitamento às greves políticas, poderia inviabilizar qualquer projeto de governo (FSP).