Ao contrário do ministro do Planejamento, João Batista de Abreu, o ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, é contra a antecipação da posse do presidente virtualmente eleito, Fernando Collor de Mello (PRN). Maílson reafirmou ontem, em Brasília, que o governo precisará de tranquilidade para manter a economia administrável até 15 de março de 1990 e que, para isso, precisará da colaboração de Collor. O ministro acha que Collor deve dirigir pronunciamento à nação para afastar as hipóteses de um novo "choque" econômico e calote da dívida interna (O ESP).