Na opinião de empresários da área industrial, a vitória de Fernando Collor de Mello (PRN) deve "tranquilizar" os agentes econômicos, evitando o aumento da inflação. O presidente da ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), Edmundo Klotz, afirmou que a vitória do candidato "trouxe um certo alívio entre os empresários". Para o presidente da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Paulo Vellinho, "as pessoas que financiaram a campanha de Collor devem entender agora que o país exige mudanças". Ele é favorável a antecipação da posse do novo presidente. O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), senador Albano Franco (sem partido/SE), disse que Collor "deve imediatamente se preocupar com o terceiro turno da eleição, que consiste na recuperação da credibilidade do governo e em um entendimento nacional bastante amplo". Para ele, a antecipação da posse só deve ocorrer caso a crise econômica se agrave nos próximos 30 dias. O presidente da FEBRABAN (Federação Brasileira das Associações de Bancos), Léo Wallace Cochrane Júnior, afirmou que "o próprio mercado deu uma sinalização de maior tranquilidade". "As ações subiram e houve queda nos mercados de risco". Para ele, agora é hora de uma "maior explicitação dos planos de governo". Um dos coordenadores do PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais), Emerson Kapaz, afirmou que "é imprescindível que o vitorioso tenha um despreendimento para ver que neste momento a solução é a negociação". Espero que haja maturidade política, afirmou. O presidente da FECESP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), Abram Szajman, disse que "o primeiro passo" do próximo governo será apaziguar os espíritos. "Temos que pensar no país, os problemas são sérios e não são de um homem so", declarou. O presidente do Grupo Itamaraty, Olacyr de Moraes, disse que o vitorioso foi o candidato com "visão mais atualizada, mais moderna". Ele disse que espera que Collor "dê um choque no governo, nas empresas estatais e não pretenda consertar o Brasil apenas em cima da iniciativa privada". O presidente da Montreal Engenharia, Sérgio Quintella, disse que Collor terá condições de executar um programa de reformas econômicas que leve o país ao desenvolvimento e à modernidade. O empresariado brasileiro, na sua opinião, tem o compromisso de se engajar nessa reforma e fazer o possível para que ela dê certo. O presidente da White Martins, Felix de Bulhões, afirmou que acredita no programa de governo de Collor. "Estou certo de que a primeira grande reforma está na credibilidade que o governo Collor tem", afirmou. A direção da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) pediu um "entendimento nacional"-- o novo nome do "pacto social". Os diretores da entidade afirmaram que Collor "não vai governar sem um entendimento". O presidente da FIESP, Mário Amato, ainda não fez nenhuma declaração sobre o resultado das eleições (FSP) (O ESP) (O Globo).