COLLOR PROPÕE TROCAR DÍVIDA POR INVESTIMENTO

A dívida do Metrô do Rio de Janeiro pode, por exemplo, ser transformada em uma auto-estrada através de uma operação de conversão de dívida em investimento. O controle dessa estrada seria feito pela empresa estrangeira que fez a operação e que tiraria seu lucro da cobrança do pedágio. O projeto, elaborado pelo ex-diretor da Área Externa do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas, faz parte do programa de governo do candidato do PRN à Presidência da República, Fernando Collor de Mello. Esta operação prevê a troca de dívida por investimento. O credor entrega os títulos da dívida ao governo brasileiro por um valor menor do que aquele pelo qual ela foi contraída e recebe, em troca, cruzados novos que serão investidos em obras de infra-estrutura. A conversão poderia, também, ser utilizada no setor elétrico ou de telecomunicações. O credor poderia participar de um projeto de construção de uma usina hidrelétrica para atender a uma determinada região. Neste caso, teria duas alternativas: entrar com os cruzados novos na construção da hidrelétrica e retirar seu lucro da cobrança da tarifa ou então passar a ter participação na empresa através de compra de ações (JB).