SARNEY FALA SOBRE A ELEIÇÃO DE SEU SUCESSOR

O presidente José Sarney fez ontem a primeira crítica oficial à campanha presidencial, em rede nacional de rádio e televisão. Ao comentar os últimos episódios da Argentina, ele considerou que os dois candidatos trataram com desatenção o problema da política externa do país, que ganha cada dia maior importância, na medida em que uma "grave crise econômica internacional varre o mundo e atinge também o Brasil". "Se tivéssemos de fazer uma crítica, uma só, seria que não se teve uma única discussão sobre política externa", afirmou o presidente em seu discurso. O presidente afirmou ainda que "a democracia é o governo da maioria, mas que respeita os direitos da minoria". "Estamos elegendo um presidente e não um ditador". "Ele será, como eu sou, um escravo da Constituição, fiscalizado pelos Poderes Legislativo e Judiciário", afirmou Sarney. O presidente encerrou o discurso afirmando o seguinte: Meus votos são de que o presidente eleito possa fazer as eleições que eu
26798 fiz, nesse clima de festa cívica, de absoluta liberdade, com essa
26798 participação total da sociedade. ""E que ele possa dizer, como eu digo, nesta noite: governo Sarney, governo da liberdade" (O Globo).