O total da dívida interna brasileira já rompeu a casa do trilhão. O
26796 valor dos títulos públicos federais em poder do público e Banco Central
26796 fechou, no último dia 15, em NCz$1,463 trilhão. Mas o número
26796 astronômico da dívida pública não é o que mais preocupa o governo e as
26796 assessorias econômicas dos candidatos à sucessão presidencial. Afinal,
26796 os quase NCz$1,5 trilhão são consequência da alta inflação vivida pela
26796 economia-- os títulos públicos têm sua correção vinculada ao IPC
26796 (Índice de Preços ao Consumidor). O problema é o perfil de vencimento da
26796 dívida, hoje praticamente diário, graças à ciranda do overnight. Do
26796 total de títulos federais emitidos, NCz$750 bilhões estão em posse do
26796 público (bancos, empresas, investidores institucionais, etc.). E, deste
26796 valor, cerca de NCz$620 bilhões sustentam o over. As LFTs (Letras
26796 Financeiras do Tesouro) servem de lastro para as aplicações de curtíssimo
26796 prazo. Isto é, a correção paga pelo governo aos bancos e instituições
26796 financeiras é repassada aos aplicadores. Neste final de ano, o governo mandou emitir NCz$59,8 bilhões em títulos públicos-- ou 9,3% do PIB (Produto Interno Bruto) estimado para 1989, que deverá ficar em torno de NCz$6,37 trilhões-- para pagar as despesas correntes, inclusive pessoal e encargos, além do refinanciamento das dívidas externas avalizadas pelo Tesouro Nacional. Só as despesas com pessoal exigiram a emissão de NCz$28,8 bilhões em dezembro (O ESP) (O Globo).