Se Fernando Collor de Mello (PRN) ganhar as eleições, na opinião de Jair Meneghelli, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), o trabalhador brasileiro vai ter que se preparar para fazer valer suas reivindicações. Caso a vitória seja de Luís Inácio da Silva (PT), o presidente da CGT (Central Geral dos Trabalhadores), Antônio Rogério Magri, promete cobrar do governo, sem tréguas, os índices de reposição salarial sugeridos pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), cujo valor calculado para novembro é de NCz$3.323,01, o que, ao câmbio de hoje, daria US$394,60. Estas e outras divergências mostram claramente que as duas maiores centrais sindicais do país chegam ao segundo turno em campos ideológicos radicalmente opostos. Explicitamente envolvidas na campanha, a CUT sobe nos palanques e entoa junto com "Lula" o discurso da Frente Brasil Popular (PT, PSB e PC do B), enquanto a CGT de Magri defende a proposta de Collor (O Globo).