Os ministros da Fazenda, Planejamento, Agricultura, Irrigação e Interior, além de alguns representantes do Congresso Nacional decidiram, ontem, em reunião, que o total de recursos alocados para a próxima safra será de Cz$87 bilhões, dos quais Cz$25 bilhões serão aplicados em investimentos (isto é, na melhoria e ampliação das fazendas e empresas rurais) e o restante para o custeio e comercialização da colheita. A taxa básica de juros foi fixada em 10%, índice que corresponde ao custo líquido (excluído o imposto de renda) de captação de recursos pelo governo através da venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN). Essa taxa de 10% será atualizada conforme a variação do custo de captação das LTNs. E só será aplicada para os empréstimos aos produtores da região centro-sul, que respondem por cerca de 80% de todo o crédito rural. Os produtores do norte e nordeste, do Estado do Espírito Santo e do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, foram contemplados com as taxas: 3% para os pequenos produtores; 6% para os médios e 8% para os grandes e plantadores de cana-de-açúcar, cacau, café e seringa. As taxas serão as mesmas tanto nos empréstimos para investimento como para custeio e comercialização (JB).