O candidato do PRN à Presidência da República, Fernando Collor de Mello, pretende governar com a assessoria de 12 ministros de Estado, oito secretários da Presidência da República e um conselho de governo composto de seis Câmaras Setoriais. A reforma administrativa que Collor aprovou neste final de semana tem o propósito de criar uma estrutura executiva que permita que o presidente da República participe das principais decisões de governo, que seriam tomadas com o envolvimento de menor número de assessores do primeiro escalão. A reforma administrativa de Collor traria uma economia para o orçamento da União de 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto) ao ano, o que equivale a US$6,5 bilhões (NCz$54,6 bilhões no câmbio oficial) em cinco anos, segundo a assessoria do candidato para assuntos econômicos. A reforma administrativa prevê, ainda, a demissão de funcionários privilegiados ou que ocupam duplo emprego. Seriam drasticamente reduzidos os 101 conselhos e comissões que atualmente compõem o governo. Eles seriam extintos ou absorvidos por outros órgãos. No eventual governo Collor, os atuais 28 Ministérios seriam transformados em 12 Ministérios e oito secretarias da Presidência. Esses secretários do presidente não teriam assento nas reuniões ministeriais, mas exerceriam maior poder do que os secretários dos ministros (FSP).