Os oito mercenários norte-americanos e o comandante argentino do rebocador Nobistor detidos no dia 14 de março na praia de Itaipu, em Niterói (RJ), acusados de contrabando de armas pelo procurador da Justiça Juarez Tavares, negaram o crime na 13a. Vara Federal. Eles acusaram agentes da Polícia Federal pelo sumiço de roupas civis, uniformes militares e armas do carregamento do navio. O "Nobistor" zarpou do porto de Buenos Aires no dia 1o. de março com destino a Acra, Gana, com uma carga de armamentos armazenada em dois containers. O material pesava 6 toneladas e foi avaliado em US$200 mil. O navio, com oito mercenários norte-americanos, 10 tripulantes argentinos e o capitão Eduardo Oscar Gilardone, atracou no Brasil após uma suposta pane no motor de bombordo. O carregamento foi apreendido e todas as pessoas detidas pela Polícia Federal. O porta-voz da Polícia Federal, Giovani Azevedo, negou que parte do armamento apreendido a bordo do navio estivesse sob poder do órgão. Segundo ele, todas as armas foram catalogadas pela PF logo após a apreensão e enviadas para o Serviço de Controle de Armamento do Exército, na 1a. Região Militar (JB) (O Globo).