PROGRAMA DE COLLOR PREVÊ MUDANÇA NA LEI SALARIAL

Os salários serão corrigidos pela expectativa de inflação futura e não pela taxa do mês anterior, como agora, e a nova política será definida por uma "câmara intersetorial", instalada no dia seguinte ao da posse e integrada por trabalhadores, empresários e governo. Esta é a política salarial do candidato Fernando Collor de Mello (PRN), anunciada ontem pelo economista Luiz Eduardo Assis, da equipe de assessores da campanha. Assis aproveitou o anúncio para defender a proposta de Collor de aumento do salário-mínimo, acusada por Luís Inácio da Silva (PT) de ser pior do que a política de reajustes do governo Sarney. O 1,8% de aumento acima da inflação prometido pelo candidato é, de fato, inferior aos atuais 5% de reajuste, mas Assis tentou justificar a vantagem da solução do PRN alegando que ela supõe uma queda da inflação (JB).