Ao fechar negócio com a Shell sobre o autódromo de Interlagos sem consultar outros interessados, a Prefeitura de São Paulo deixou de ganhar NCz$140 mil mensais-- uma perda de NCz$33,6 milhões ao longo de 20 anos, tempo que vai durar o contrato. Essa a diferença entre a oferta da Shell (de 5% sobre a venda bruta de combustível) e a proposta de 15% feita agora pela Cia. São Paulo Distribuidora de Derivados de Petróleo. Comparando a oferta da Shell com a proposta anunciada ontem por um grupo de revendedores, a Prefeitura paulistana perde US$2 milhões (cerca de NCz$28 milhões no câmbio paralelo). Se tivesse aberto a proposta às outras companhias distribuidoras de derivados de petróleo, a Prefeitura constataria que suas perdas foram muito maiores. O secretário municipal de Governo, José Eduardo Martins Cardozo, diz que a escolha pela Shell para a reforma do autódromo de Interlagos foi basicamente uma questão de tempo. As reformas do autódromo deveriam ficar prontas até dia 25 de fevereiro, quando começam os testes de pneus para o Grande Prêmio Brasil de Fórmula I. Como existia uma cooperação com a Prefeitura, o acordo foi firmado (FSP).