BANCO DOS TRABALHADORES PODE ABSORVER NCZ$230 BILHÕES

Com sua proposta de criar um "banco dos trabalhdores", o presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Antônio Rogério Magri, está de olho num bolo de recursos da ordem de NCz$230 bilhões. A maior parcela- - cerca de NCz$160 bilhões-- refere-se ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), atualmente administrado pela CEF (Caixa Econômica Federal) e obrigatoriamente destinado ao financiamento de moradias. A parcela menos expressiva dos fundos que Magri pretende absorver em seu banco diz respeito ao imposto sindical. O "banco dos trabalhadores" deve ser viabilizado caso o candidato do PRN, Fernando Collor de Mello, seja eleito presidente. O controle deve ficar com Magri, que ontem, no Rio de Janeiro, afirmou não haver nada de concreto sobre a proposta de criação do "banco dos trabalhadores". Segundo ele, "tudo isso é uma idéia" (FSP).