A maioria dos líderes das igrejas evangélicas, que representam cerca de 28 milhões de fiéis em todo o país (20% da população), apóiam o candidato do PRN, Fernando Collor de Mello, no segundo turno da sucessão presidencial, apesar do crescimento da candidatural Luís Inácio da Silva (PT) entre as igrejas protestantes tradicionais. Collor leva vantagem porque é o preferido entre os pastores das igrejas pentecostais, que representam quase 80% dos evangélicos no Brasil. Muitos desses pastores têm feito pregação em favor de Collor. Os pentecostais, em sua maioria, são conservadores, anticomunistas ferrenhos e não aceitam "a proposta esquerdista de Lula". As principais igrejas pentecostais do país são a Assembléia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, Igreja do Evangelho Quadrangular, Universal do Reino de Deus e Brasil para Cristo. "Lula" vem recebendo apoio de amplos setores das igrejas protestantes tradicionais, como a Metodista, Luterana, Episcopal (Comunhão Anglicana), Presbiteriana e Congregacional (FSP).