O presidente José Sarney enviou 90 projetos de lei ao Congresso Nacional pedindo abertura de crédito suplementar (autorização para novas despesas) no final do seu mandato. São NCz$2,2 bilhões (em valores de outubro) a mais para o Ministério dos Transportes investir em 187 obras rodoviárias (construção e pavimentação de estradas, trechos, contornos, pontes, duplicação de pistas, etc.), sendo que a maior parte delas não faz parte do orçamento original de 1989. Para pedir autorização para gastar mais, o governo usa como argumento a necessidade de corrigir os valores nominais expressos no orçamento para fazer face a uma inflação que, até novembro, acumula uma taxa anual de 1.214,5%. No entanto, aproveita a brecha para embutir verbas para obras novas, não previstas no Orçamento Geral da União, o que é irregular (FSP).