O número de mortes no campo no Brasil diminui em 1989 63% em relação ao ano passado, de acordo com cálculos da Comissão Pastoral da Terra (CPT), vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Segundo o presidente nacional da entidade, dom Augusto Rocha, bispo de Picos (PI), em 1989 foram registradas 35 mortes relacionadas a conflitos agrários contra 103 mortes ocorridas em 1988. Os conflitos envolvendo posseiros, trabalhadores rurais e proprietários de terra diminuíram 60%. Em 1989, a CPT registrou 300 conflitos contra 700 ocorridos no ano passado. Segundo Rocha, é a primeira vez nos últimos 18 anos que ocorre diminuição do número de conflitos no campo. Ele acredita que a participação da União Democrática Ruralista (UDR) nas eleições presidenciais apoiando Ronaldo Caiado (PSD) diminuiu a repressão a posseiros e trabalhadores rurais para "não atrapalhar a imagem do candidato". Para o presidente da UDR no Piauí, Miguel Leão, "as invasões diminuíram para não atrapalhar a candidatura de Luís Inácio da Silva (PT) (FSP).