O especulador Naji Nahas foi formalmente indiciado pela Polícia Federal em São Paulo, no inquérito que investiga o caso do "estouro" da Bolsa de Valores, ocorrido no dia 9 de junho, por crimes de "colarinho branco", contra a economia popular e formação de bando ou quadrilha. De acordo com o delegado Jayme Petra Filho, que preside a investigação, Naji Nahas é acusado de formar quadrilha para agir no mercado de ações com seus laranjas (terceiros que atuavam em seu nome) e, possivelmente, banqueiros e proprietários de corretoras de valores. Outra decisão do delegado Petra Filho é a de realizar acareações entre Naji Nahas e os presidentes da Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), Eduardo da Rocha Azevedo, e do Banco de Crédito Nacional (BCN), Pedro Conde (JC).